Antonio Magaia: 10 Causas que levam ao insucesso da musica moçambicana
É com muito agrado que regresso para este mergulho de letras, pra mais uma matéria musical de 2017.
Mergulhem cá comigo, as teorias são de concepção e opinião própria, podem haver opiniões diferentes e é perfeitamente natural, desde já perdoem me se ferir alguma sensibilidade , não sou perfeito, mas como diz a Stv “fica aqui o Essencial” sobre os entraves do cenário musical Moçambicano.
1. FALTA DE UNIÃO
Esta é provavelmente a maior dificuldade que os musicos enfrentam. Quando falo de união, não estou a falar da união de trabalho, pra lançar uma musica, ou um projecto musical, etc, falo de união por uma causa, união com o objectivo de se resolver um problema ou inquietacão que afecta os musicos todos. Na união não há estilos, Marrabenta, rap, Pandza, passada, a união abrange a todos. A classe dos musicos é das que mais se queixa e reclama, ela até possui uma Associação, mas se nós nos perguntarmos, que problemas os próprios musicos já conseguiram resolver de concreto por eles mesmos? Reclama se diariamente de pirataria, de Promotores não serios(burlas), reclama se de Cachés muito baixos em relação ao dos estrangeiros. Mas o que os musicos fazem senão debater e reclamar? Vamos ver este assunto da seguinte prespectiva: de quem é o problema? É dos musicos. Então quem deve resolver? Obviamente que são os prórios musicos e não o Governo como muitos pensam. Muitos musicos estão a espera que o governo aprove leis, que se aprovem estatutos e ficam estagnados por ai. Poucos se apercebem que problemas especificos se resolvem com soluções especificas e não com debates. O governo eventualmente pode apoiar a classe, caso haja organização, e determinação, mas quem deve assumir soluções são os próprios musicos. A união falha aqui no…Vamos lá fazer, sempre se diz “tem que se fazer”, mas quem? e pouco se diz vamos la fazer. Sim, em nome da Associação vamos la combater a pirataria desta e daquela forma, vamos la aprovar um caché minimo pra quem é iniciante e quem é profissional nos shows por ex, vamos lá submeter ao governo em nome da Associação dos musicos proposta x acerca do consumo de musica nacional nas rádios por ex. É isto que se quer, mas ninguém faz acontecer.
A pirataria, o caché baixo de musicos profissionais em relação aos estrangeiros, a regulação do consumo da musica Moçambicana nas rádios, a lei do mecenato etc, estão a espera da intervenção da Associação dos músicos, dos instrumentistas e dos Cantores para serem resolvidos. A sociedade civil não fica de fora, mas, como é que alguem da sociedade civil pode contribuir com a Associação? Se estiver enganado perdoem me, mas em nenhum momento a sociedade civil foi publicamente convidada a contribuir com propostas, para ajudar a criar soluções junto da Associação. Os agentes da pirataria deviam ser agentes de venda de discos originais, mas nunca ninguém desenhou essa possibilidade e lhes propos.
Penso que os desafios e as metas anuais da Associação dos musicos deviam ser divulgadas no seu site(espreitei e não vi), ou num cartaz na Associação, para que sejam de dominio publico, e sem duvida há necessidade que se crie um espaço, uma abertura para a sociedade civil contribuir intelectualmente ou financeiramente. As soluções não dependem só da Associação, mas a Associação tem um papel fundamental na mobilização, activismo e implementação de soluções.
2. ESTRELISMO
Esta causa é engraçada, o Estrelismo afecta musicos que se tornaram famosinhos e já se sentem estrelas. Estes pelo facto de estarem a ascender na carreira, começam a julgar se super estrelas e pensam que já não podem cantar, ou sair com musicos ou pessoas que ainda não são famosas. Estes não podem fazer featuring, ou apoiar um bom novo talento, so porque ele não é famoso. O estrelismo faz com que estes musicos andem atrás de famosos para fazer featurings e aparecer bem na fita, só que quando não estão com os famosos há uma queda na sua aceitação. Muitos assim ficam isolados artisticamente, apercebem se que não estão a expandir e depois de algum tempo, voltam a tomar o banho da humildade e assumem que ainda precisam crescer, outros desistem. Aqueles que continuam aprendem que na música é preciso simplicidade, e que colaborar, ou ajudar a bons talentos a singrar no mercado é algo nobre. Assim como Stewart ajudou o Valdemiro José, a gratidão é eterna, e as portas ficam abertas para sempre. Ser estrelista é o mesmo que não se lembrar donde vem, um dia alguem fará isso por ti.
3. MARKETING – O DESCONHECIMENTO
Marketing é um factor determinante para a aceitação duma obra por parte do publico, bem como para o sucesso de vendas da obra. Existem grandes e bons talentos na música mas que mal conseguem sobressair e ascender ao estrelato por falta de dominio deste factor chamado Marketing. Alguns musicos se iludem pensando que o talento por si só é suficiente, mas está provado que não é, nos dias de hoje é só olhar a volta pra ver que está tudo a volta do Marketing, o marketing é essencial até para musicos já conceituados. Os musicos mais bem sucedidos, tem a sua imagem aliada a um Marketing forte e organizado. Bom de facto não é papel do musico dominar o Marketing, em condições normais um musico tem que ter a sua Equipe de marketing e publicidade para cuidar da sua imagem, da sua pagina na internet, da divulgação da obra, do seu visual etc. Porém o marketing custa dinheiro e nem todos artistas conseguem custear, mas entretanto mesmo assim o marketing deve existir com os recursos que forem possiveis.
Hoje o marketing quase compete taco a taco com o talento. Uma vez a brincar perguntei a alguns amigos, o que seria dum show de Hortencio Langa se ele Swegasse, pintasse o cabelo ruivo e fizesse uma publicidade de jaqueta preta e oculos escuros? Seria provavelmente o show de maior aderencia dele, isso despertaria muita curiosidade do publico que já é seu e do que ainda não é.
Alguns cantantes cá na praça, só são aceites na televisão, por estarem bem vestidos, de oculos escuros e perfumados, porque no conteúdo, estão vestindo FARRAPOS. Isto prova que não basta o talento, conta muito a tua indumentária, a tua imagem nos midia. Não sabe fazer marketing? Procure quem faça por ti, mas não venda o teu ouro(trabalho) a preço de ferro, porque há quem vende ferro e diz que é ouro, so pelo seu marketing, e imagem.
4. FALTA DE CULTURA DO ORIGINAL
Epa esta razão atrasa nos demais, infelizmente os moçambicanos têm graves problemas em comprar Cd original de Artistas nacionais, mas muita facilidade para comprar pirata. Esse papo de poder de compra já era, está provado que moçambicanos esgotam caixas e caixas de discos de artistas estrangeiros comprando original. Se eu perguntar, quantos discos originais tu tens de Artistas Moçambicanos?? Sabe o comprar pirata é sinonimo de pobreza mental e espiritual, ir a espectaculos e querer fazer ways na entrada é pobreza mental, quando é pra pagar show dum estrangeiro, Quem vai com intenção de fazer ways na entrada? Será que o nacional não merece ter Dinheiro? Se tu não consegues comprar disco original dum artista do teu país é bem triste o teu papel!! Nós temos que ter orgulho em comprar Album original dum artista que gostamos, e pagar o seu espectaculo seja ele caro ou não. Não é possivel que só se goste de artistas estrangeiros, isso seria ignorância e estupidez. Esse papo de qualidade de cá e lá, é uma boa comédia, aqui há qualidade, por vezes superior a de muitos artistas estrangeiros( Angola,Africa do Sul,etc), tanto de vídeo como de musica. Reclama se que não temos industria discográfica, pois bem, uma industria discográfica tem que render muito em vendas, e se eu e tu não comprarmos cds, livros, Dvds originais dos nossos Artistas a industria nunca existirá. Roberto Carlos fez história ao bater o recorde de vendas dos E.U.A pela primeira vez na América do sul (Brasil), quem comprou os Cds? Os Sul Africanos, Cabo Verdianos, Portugueses, Angolanos conseguem fazer grandes vendas de Cds, tem cultura de comprar original e nós Moçambicanos? Comece hoje a comprar original, de nada vale gostar do artista, e escutar pirata. Temos que comprar albums originais ate ser nossa cultura comprar original prontos!!
5. MÁ INFLUENCIA DA MIDIA
A Midia tem uma grande influência sobre a projeção dum Artista. Qual é o papel da midia? É o de promover e divulgar. Promover o que, qualquer coisa? R: Não, a Midia tem que promover Artistas que tenham algo relevante a mostrar, algo de bom, que acrescente valor social. Artistas que cantem algo que engrandece Moçambique, o ser humano no geral, algo que estimule crescimento, educação, desenvolvimento, claro divertimento também , é necessário. Pois bem Que tipo de Artistas a Midia promove? Quais sao os critérios de seleccão? Na minha opinião a Midia, radios e muitos programas musicais jovens, padecem duma epidemia meio antiga, denominada nepotismo, ou se quisermos, nos tempos de hoje amiguismo. Vamos lá ser um pouco realistas, eu não acho mau ajudar a promover, um irmão, amigo, conhecido etc, desde que ele realmente mereça tal promoção, tenha talento e qualidade, para se beneficiar do amiguismo, agora promover um artista mediocre so por ser meu conhecido, so pra ter audiencia, é ai onde se perde o senso do ridiculo. Muitos dizem: Nós tocamos o que o povo gosta, se fulano x está a bater é porque o povo gosta. Eu digo: Mentira, a Midia não dá opção as pessoas de escolher, dá tseke todo dia, a midia é enganosa, faz voce acreditar que um artista rouco, que grita no microfone, que é mais ridiculo que a ridicularidade é estrela, porque sai na tv, assim faz com que pessoas que não pescam patavina de canto, acreditem que podem cantar e ser estrelas, mesmo sem vocação, e por detrás dessa promoção da ignorancia está a audiencia, e as pessoas que não tem nenhuma base de formação musical, acreditam que os bons artistas só são aqueles que passam na tv. É por isso que existem muitos ignorantes no mundo da musica, na forma de apresentadores e cantores, porque eles estão limitados ao critério mediocre dos midia. Claro que não são todos programas, mas muitos deles. Lição a tirar não se limite a ver e ouvir o que midía te dá, senão não passas dum boneco programado, Investiga poxa!
6. FALSOS PROMOTORES BURLAS
Ainda bem me recordo na altura em que o programa Atracções da Tv Miramar era apresentado, pelo enérgico Frederico Jossias ou simplesmente Fred, em que várias foram as vezes que este recebia artistas queixosos de promotores burlas, que organizaram shows, a pagar incompleto, ou mesmo sem pagar os artistas, ou que prometeram trazer um musico que depois não veio, ou promotores que tinham preparado o show pra começar as 22h, e tal show so arrancou as 2h etc, as historias dos promotores são tantas.
A questão de fundo aqui é: Uma vez provado em algum contrato escrito que certo promotor burlou os artistas , ou expectadores quais atitudes devem ser tomadas?? O que a lei preve? O que a Associação dos musicos diz a respeito? Faço estas questões porque, toda gente que é burlada por promotores, nunca sabe como reagir, não sabem se podem queixar a justiça, não sabem se reclamam diretamente, e o resultado é que a maioria sempre encontra a imprensa como o único meio para queixar-se e repudiar os falsos promotores. Está claro que este tipo de promotores, precisa duma sanção, estas atitudes prejudicam o panorama artistico, mas o facto de quase não existirem casos publicos de sanções que já foram tomadas pra promotores, passa uma imagem de que os promotores quase sempre ficam impunes e fugitivos. A informação sobre que mecanismos acionar para sancionar os falsos promotores, deve ser trazida a público ou pela Associação dos músicos, ou por um orgão do Ministério da cultura, pois nota se que para o publico não há claridade sobre o que se deve fazer nestes casos.
7. FALTA DE IDENTIDADE E AUTO ESTIMA
Varios Artistas, se sentem completamente inferiores aos Artistas estrangeiros. Prova disso é que apesar de não ser pecado cantar Kizomba, Afro House ou Rap, imitar taxativamente o sotaque angolano, ou brasileiro etc, é um verdadeiro sinal de ausencia de auto estima(Mc Roger que o diga) e respeito pela sua identidade. A culpa de muitos artistas se sentirem inferiores e perderem a sua identidade, parte também da atitude dos promotores de eventos , que pagam bem ao estrangeiro e pagam quinhentas aos nacionais, oferecem Backstage de luxo ao estrangeiro e back stage arcaico ao nacional no seu proprio país. Um dos sinais desta tendencia é que quando um musico sobretudo jovem, quer comemorar, seus anos x de carreira, automaticamente convida um ou mais musicos estrangeiros a vir para se sentir grande e prestigiado. Muitos Artistas cá pensam que os músicos do seu país não são suficientemente grandes para abrilhantar a comemoração da sua carreira. Não quero e nem é minha pretensão afirmar que convidar musicos estrangeiros para comemorar a carreira seja mau, mas existem muitos que pensam assim: Se não vier ninguém de fora nem vale a pena comemorar porque ninguém irá ao meu show. A Prova de que os promotores e consequentemente os musicos se sentem inferiores, foi a comemoração do dia da Cidade de Maputo em 2013 salvo erro, conseguimos fazer um show com uma multidão de cantores estrangeiros maior que o numero dos nacionais, num data nossa, data da Cidade de Maputo. Doutra vez fizemos o dream team de Angola e o drem team de Moz em 2016, com mais Angolanos do que moçambicanos para actuar no nosso pais! Sabem porque? Porque eles tem muito valor para nós, nós lhes damos essa bola toda, consideração,pompas e tudo, e nós não temos valor nenhum pra eles, senão o facto de lhes enchermos de dinheiro e paparica los. É por isso que o inverso(em Angola,Cabo verde etc) nunca acontece.
8. FALTA DE INVESTIGAÇÃO E INVESTIMENTO
Assim como em outras artes a musica precisa de investigação e investimento. Alguns produtores sabem muito bem o que significam esses termos. A identidade musical desempenha um papel fundamental no sentido de expor o diferente ao mercado. O mundo musical em que vivemos hoje também é globalizado, é por isso que para trazer algo diferente ao mercado é preciso investigar primeiro, e investir depois. Vamos supor que um grupo de artistas moçambicanos deseja trabalhar sobre um estilo novo, logicamente o trabalho de investigação e investimento será maior. No entanto se for por ex um genero conhecido como house, não vai bastar fazer o house do mesmo jeito como os sul africanos fazem, é preciso trazer algum elemento diferente, que vai de certa forma caracterizar e dar identidade moçambicana a tal house. Nestas terras faz se muito house, Kizomba, RnB, com sotaque, e caracteristicas estrangeiras e isso não contribui para o crescimento da musica moçambicana. É preciso moçambicanizar os estilos estrangeiros, investigar novos estilos ou transformar os velhos e investir duro, acreditar que é possivel surpreender o mercado. O Deltino Guerreiro so pra citar um caso, é um exemplo de sucesso na criação de um novo estilo, apartir de investigação e investimento.
9. QUERER CANTAR TUDO
O querer cantar tudo é o desejo de agradar a todo o mercado, e isso é visivelmente impossivel. Muitos, mas muitos musicos caiem na tentação de querer fazer aquilo que esta a bater – a musica em voga. Se agora é o Pandza que está em voga, também faço Pandza, se está bater House vou fazer House também. É preciso perceber que cada um tem talento mais apurado para um certo estilo de musica. Existem sim os cantores versáteis, são aqueles que conseguem cantar um outro estilo diferente do seu habitual, num nivel elevado de qualidade e harmonia musical. Muitos musicos pensam que são versáteis, porque fizeram uma musica dum estilo diferente e na verdade não são. Eles não tem em conta a qualidade e harmonia musical que se deseja naquele outro estilo, ou seja, eles fazem mal feito e dizem – Eu sou versátil. Muitas vezes são apenas desertores do seu próprio estilo, que já não está em voga, ou simplesmente caiu em desuso. Quantas vezes não ouvimos cantores dizerem: O meu album tem tudo, Pandza, Marrabenta, R&B,Passada, Kizomba…etc. Afinal esse artista canta o que?? Ele não consegue assumir um estilo porque quer agradar o mercado cantando tudo. A House music, desviou muitos artistas da sua linha original, fazendo os misturarem estilos e consequentemente confusão no publico. Não digo que seja mau cantar mais de um estilo, mas os musicos, mesmo os versáteis, precisam saber separar os seus projectos, se neste projecto eu estou a trabalhar Afro, que seja o perfume de Afro, o mais forte, posso até fazer uma Kizomba, mas vai ser uma Kizomba com perfume Afro, se eu lanço um Cd com misturas de muitos estilos, estou indirectamente a dividir o publico, e pressupõe se que, para se comprar um Cd a maioria das musicas deve ser do agrado do ouvinte, se um Cd so tiver um Pandza que gostei, e o resto for Ragga, será que vale a pena eu comprar esse disco?? A resposta é obvia né… é por isso que aqueles musicos que são fiéis aos seus estilos tem sempre um publico seu, que gosta, e o admira naquele mesmo estilo, por mais que passem 10, 20 anos sempre terá um publico fiel a si. O artista inteligente não se deixa perder pelo mercado, faz o seu estilo até ao fim.
10. AUSENCIA DUMA INDÚSTRIA DISCOGRÁFICA
Bom, tem existido uma confusão entre os termos “Industria musical” e “Industria discografica”, a Industria musical é tudo que envolve a musica no seu todo, gravação, edição etc. A Industria discográfica está dentro da industria musical. Muitas definições existem acerca deste termo “Industria Discográfica”, mas optei por trazer a que achei mais esclarecedora.
Industria Discográfica – É o termo usado para descrever o negócio de ganhar dinheiro com gravações de músicas, venda de discos.
Este elemento é um GRITO!!! de todos os musicos, nos corredores, nos bastidores, nos debates em Tvs, radios, este termo é repetitivo no vocabulario quotidiano dos musicos.
Todos queremos ter uma Industria Discográfica, mas ninguém sabe como…
O factor mais GRITANTE não é o facto de a industria discografica não existir, é o facto de no meio de tantas instituições como a Associação dos músicos, a Somas, o Ministério da cultura, no meio de tantas Labels, Gravadoras, promotores, digo mais, no meio de tantos musicos, produtores e cantores, ninguém pelo menos publicamente teve a ousadia de trazer a público ou a debate, ou a um orgão do Ministério da cultura uma proposta para Criação duma Indústria Discográfica. Parece que este termo mete medo, e é tão enorme, que todos tem receio de falar da sua Criação.
A Indústria discográfica pode sim acontecer, se houver especialização das Gravadoras, ou empresas, que tem a capacidade de produzir o artista, agenciar, e pagar o artista dentro de critérios bem estabelecidos para o efeito. Claramente Haveriam divisões entre essas empresas, algumas seriam especializadas por ex: só em agenciar o artista, outras em produção e Gravação do cd, outras dedicadas exclusivamente a vendas e comercialização(industria discográfica), cada uma conforme a sua capacidade. O mercado discográfico(de discos), necessita duma revolução, de uma ou pelo menos 10 empresas(lojas) por todo pais, que pudessem mudar a história das vendas de discos, com novas estrategias de Marketing, publicação e divulgação nos midia e fora do país, estratégias que resultassem em milhões, ou milhares de copias vendidas, para qualquer artista com tal contrato, independentemente do seu estilo de música, ou label, ou afiliação, desde que os critérios do contrato fossem bem claros. É Inconcebivel que sejam os proprios artistas a venderem seus proprios discos(salvo excepções), e que tenhamos apenas pouquissimas tabacarias e se calhar não mais que 4 lojas profissionais e dedicadas a neste negócio. Já há muito que precisamos de referencias como a antiga loja “Sensações”. O publico, estrangeiros , turistas perdem e o artista também perde com a ausencia desta indústria. Podia dizer muito mais, mas vou encurtar com a seguinte indagação: Todos nós(Associação dos músicos, Ministerio da cultura, produtores, empresários, cantores, promotores, civis), temos que nos perguntar como poderia operar uma indústria discográfica em Moçambique? Que tipo de acordos, modelos de investimentos entre empresas, artistas, podiam ser feitos? Com base nisso que propostas cada um de nós pode dar de modo a elaborar um guia piloto para a criação duma real indústria discográfica em Moçambique?
11. BONUS – AUSENCIA DUMA EDITORA?
Editora – é uma organização, frequentemente uma empresa, que coordena o processo de editoração e de publicação de obras literárias, discográficas e impressos(jornais) .
Quanto as editoras parece que se foram e so ficaram os seus rastros, tirando a LiveArt não me recordo de outra que esteja funcional actualmente. Os discos tem sido editados ou fora do pais, ou de forma adoc(não convencional), com apoio de designers,tecnicos de grafia que vão passeando a sua classe e dando parto a novos Cds.
Importa – nos que os empresários , empreendedores, com interesse nesta area de edição se levantem e explorem o mercado, anunciem os seus requisitos e suas directrizes e forneçam editoras ao mercado. Os artistas estão sedentos desses empreendimentos, quanto mais editoras independentes existirem, mais perto vamos em direção a rentabilidade de toda uma indústria discográfica, onde vai valer a pena ser músico, produtor, empresário, onde passa a ser possivel viver se de música, é lá onde devemos chegar.


